Precisa-se de sabios
Em meio a tempestade alguem segurara na tua mao
Ou no teu cabelo, com grossas lagrimas
Sem saber que as tuas jazem escondidas no coracao.
Ficaras surpreso por ver quem visita as tabuas
De teu porto solitario, que nunca aprouve salvacao.
Esse alguem segurara teus bracos
Sem piscar te olhara nos olhos.
Nascerao sinceros, constrangedores lacos
Nada mais te parecera simplorio.
Sentiras vergonha de nao poder
Usar o cajado de sabio e o manto
Do heroi que o outro pensa ver!
Jamais negue ao suplice esperanca ou acalanto.
Se ele te chamar "amigo"
Num mundo novo te veras perdido
Num constranger que se faz sorriso
Teus labios calarao, teu coracao ungido.
Veras que nao sabes remediar
A dor suprema do semelhante
Mas algo humilde impele a dar
Tua inocua opiniao de errante.
Tu nao entenderas por qual louca razao
Procurastes sabios em teus poroes e atalho
Agora, que nao contas com conselho, nem opiniao
Outro enxerga-te mago e nao louco espantalho.
Talvez possas ajudar, se vier palavra certa, sem demora!
Nunca dispense o bau do egoismo abrir
Para remexer tuas sobras, tua mediocre esmola.
O que te parecia tralha, pro outro eh soberbo elixir!
De: Luciano Cilindro de Souzae

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