sexta-feira, 3 de maio de 2013

Para que maos? 


Eu queria ter maos onipotentes que, a um comando, me envolvessem em bolhas flutuantes e indestrutiveis de sabao. Ser uma divindade brincalhona sabedora de mil mitos, para fazer a catarse de mil agonias. Elas estao todas aqui, no coracao, me dando expiracoes de doces gases carbonicos. Por mais que negue, eu quero um diabo que me carregue pra um peito arfante quando eu chegue, vindo de bracos abertos, me abrigando num abraco reflexo, capaz de estourar a bolha. Ah, eu quero encontrar esse fantasma com formas de homem, que meu terapeuta diz ser eu mesmo, mas acho que nao. Ele deve estar por ai em algum lugar...

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LUCIANO CILINDRO DE SOUZA

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Luciano Cilindro de Souza
Cachoeira, Bahia, Brazil
Um partidão! Se quer saber, sou do tipo... Sou do tipo que não serve pra ninguém. Anonimato não define o que já alcancei. Ser o que não sou é etapa vencida ... Meu rótulo tem poucas palavras. # Buracos no meu queijo restam do vazio Muito pouco fatiado, pouco degustado. Cuidados, não vou além de não deixar-me estragar, Já é bem penoso viver e conservar. # Na fábrica comum dos seres comuns, Fui destinado ao mercado dos esquecidos. Quem não se esforça por lembrar dos preteridos, Não me verá naquela prateleira dos temperos banais. # Embora tenha gosto, cheiro, textura, Convenço-me de que devo usufruir-me - Como própio pão e como próprio queijo, não espero alheias mordidas! Propaganda é para os desesperados ou esperançosos. # Meus ingredientes clamam por combinação Não mais de todo tipo. Só por alguém que, no prato que come, Deseja variar o que já tenha vivido. # ASS: luciano cilindro
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